DOLCE FARE NIENTE
30 Novembro , 2006 — Carlos José Teixeira
FIM DE SEMANA DE TRÊS DIAS.
VOU FAZER O QUE JÁ NÃO FAÇO HÁ MUITO TEMPO.
GOZAR !3 DIAS 3! SEGUIDINHOS.
FAZER NADA, RIEN, ZIP, NÉPIA… NEM PENSAR SEQUER.

FIM DE SEMANA DE TRÊS DIAS.
VOU FAZER O QUE JÁ NÃO FAÇO HÁ MUITO TEMPO.
GOZAR !3 DIAS 3! SEGUIDINHOS.
FAZER NADA, RIEN, ZIP, NÉPIA… NEM PENSAR SEQUER.
Sei que os posts anteriores acerca deste polémico assunto não serão o suficiente para se formular uma opinião. Também sei que esta opinião está profundamente enraizada na forma pessoal de ver a coisa, na crença religiosa, na filiação política e, enfim, na herança cultural que todos temos inscrita no ADN.
Aqui há dias tive uma conversa à volta do tema e foi-me dito que o apoio à despenalização do aborto é próprio de quem pensa como um animal qualquer, sem uma réstea de ética ou moralidade. Dizia-me a pessoa em causa que, à luz da razão e dos valores, o apropriado será pensar que estamos a cortar pela raiz uma vida humana.
Eu penso exactamente o oposto. No contexto apresentado, creio que é animal a condição de reproduzir a todo o custo para a manutenção da espécie e seu desenvolvimento e que é racional, ético e moral, colocar questões acerca da legitimidade da escolha. É que, mesmo os animais, chegados que estão a uma situação de impedimento de alimentar os filhos - por superpopulação, por visíveis anomalias físicas ou incapacidade de sobrevivência, etc. - pensam e tratam de eliminar as crias que tenham hipóteses de não sobreviver. Fazem isso porque não abortam.
O aborto como recurso não agrada a ninguém. Sofrem os pais, muito especialmente a mulher, sofre a sociedade que deixa assim de ter mais um espécime a continuá-la. Assim, ninguém é a favor do aborto, volto a afirmá-lo. É que as hostes mais populistas da discussão apresentam a pergunta nesse contexto. És a favor ou contra o aborto? Essa pergunta não é a que se faz.
O aborto é uma trágica conclusão na maioria dos casos. As suas justificações são diversas, como diversas são as pessoas que a ele recorrem. Sabemos que este é praticado nas mais variadas classes sociais, das mais variadas formas, recorrendo aos mais variados serviços. Em todos os casos prevalece a justificação última: não tenho condições para criar a criança.
A visão romântica das pessoas que estão contra a despenalização do aborto recorre, muitas das vezes, à figura do “apoio social” às mães em dificuldades. Fazem-no como se a vida não fosse dinâmica, como se uma tijela de sopa, uma “formação de mãe”, um apoio para arranjar um emprego - falo, claro está, de uma situação ideal acerca do que considero apoio social - fossem, por si, remédio para todo o resto da vida. Mas não o é.
A vida corre, umas vezes feita por nós, outras vezes feita por coisas exteriores. E o filho está lá, para ser amamentado, para crescer, para necessitar de comida, roupa, escola, médico, carinho, conforto, condições de vida, para poder saír com os amigos, para poder ir a festas, para passar férias, para passear aos fins de semana - como qualquer outra criança que está a crescer com possibilidades de se tornar um adulto útil e perfeitamente saudável, solidamente integrado na sociedade.
O que acontece nos casos em que estas condições não podem ser suportadas e em que a mãe sofre o estigma de ter sido “mãe solteira”, sofre a tortura de ter um filho de uma violação ou, em casos extremos, resolve ter um filho com deficiência profunda, é que geram pessoas que não irão ser saudáveis ou integrar-se perfeitamente na sociedade. Nem os filhos, nem os pais.
No entanto, acho que a condição mais exigente no meio de toda esta argumentação passa “simplesmente” pelo direito de escolha do casal e, em última análise, da mulher. Correndo o risco de ser apelidado de libertino, como o fui, não vejo motivo para, por exemplo, dar à luz um filho de uma relação casual, de “uma noite”. A ter a criança, esta seria mais uma no monte já exagerado de miúdos “não desejados”. E esta é a situação mais simples que consigo referir.
Virão outros dizer que estamos a matar uma vida humana. Sinceramente, não vejo vida humana num conJunto de células que começa a tomar forma. Vejo, no máximo, uma futura vida humana. Claro que, como pai babado de uma “ervilhinha” - private joke - que já fui, sentia numa barriga que ainda nem sequer dava mostras de volume, o pulsar de uma vida, sangue do meu sangue. É claro que para aí às 3 semanas já “conversamos” com o nosso filho. Mas isso não quer dizer nada. Não quero desencantar ninguém mas o facto é que estamos a falar para um conjunto de células que não tem a mínima hipótese de sobrevivência, que nem respirar consegue, autonomamente ou com assistência. Será, na realidade, um ser vivo? Ou é simplesmente um organismo?
E porque o post já vai longo e não há muito a acrescentar, quero declarar o seguinte:
Voto NÃO à obrigação de criar filhos por exigências morais, compromissos sociais, obrigatoriedade religiosa.
Voto NÃO à hipocrisia da sociedade que pretende ajudar todos e mais alguns e, no fim de contas, apenas lhes oferece um lugar no terceiro balcão do cinema, de onde se vê as figurinhas mas não se conseguem ler as legendas.
Voto NÃO ao aborto, que é uma forma horrorosa de resolver os assuntos, creio que todas as mães votam NÃO ao aborto.
Voto SIM á despenalização do aborto, recurso cuja decisão cabe exclusivamente aos envolvidos que ajuizam a possibilidade de criar um filho.
Voto SIM à liberdade da mulher e do seu corpo e espírito.
Voto SIM à criação de uma sociedade saudável e sem preconceitos, baseada na igualdade, na justiça, na democracia.
Voto SIM à pergunta que me fazem: SE CONCORDO COM A DESPENALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ, SE REALIZADA, POR OPÇÃO DA MULHER, NAS PRIMEIRAS DEZ SEMANAS, EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO.
E por muito que custe a determinadas cabeças, no fim de tudo isto digo:
VOTO SIM, VOTO PELA VIDA.
[este post é tudo menos imparcial... como os outros, se calhar...]
Foi criado em 21 de Outubro de 2005 e iniciou as hostilidades em 02 de Novembro desse mesmo ano. Fez, portanto, um aninho de existência simples, este AUTÓPSIA DA DECADÊNCIA.
É com especial carinho que falo deste blog pois é um dos blogs comunitários em que participei com gosto e dos poucos que mantém a traça original. Sem pretensões a algo mais, recorre às mais diversas referências bibliográficas para expôr uma e única coisa: um estado de alma.
Acontece que, como me é costume, acabei por me afastar do blog e, agora que escrevo acerca dele, está a dar-me vontade de lá ir “mandar umas postas”…
Estava a ser mantido quase em exclusivo pela Mia e pelo Joaquim e parou em Setembro. Altura de voltar à vida. E isto é para ti também, Nuno.
Chegou-nos via e-mail o LA PETITE VIE, blog recente, ainda a cheirar a tinta fresca. É propriedade de “Luz Branca“ e vai ainda nos primeiros posts, talvez esteja ainda à procura de um caminho, de uma identidade. É que Luz Branca começa por propor temas, cores, sentimentos mas começa a descambar para o photoshop. Sinceramente, apenas pelas escolha das imagens dos primeiros posts, pensei que pudesse enveredar por aí. E acho que sim. Que irá.
Há uma coisa que creio estar a passar-lhe despercebida. Não há links ou identificação do autor de diversos trabalhos [como acima] e, a não ser que Luz Branca seja a autora do trabalho, não creio que tal seja lá muito correcto. Não é muito importante [todos nós, uma vez ou outra o esquecemos], mas também não é muito correcto.
De resto, parece-me que a Luz Branca tem tendência para a divulgação de poesia, escrita ou visionada, e acho que devia ir por aí.
Isso e modificar o layout ao blog, tal vez a versão beta fosse o ideal. Se não quer datas nem títulos de posts, bastará retirar os widgets da barra lateral. Depois, pode dividir os posts por categorias. E tem o layout que utiliza numa versão “esticada” e com barra lateral à esquerda. Experimente e em caso de dúvidas não deixe de contactar-nos.
Resumindo: Mantenha a cor, mantenha o movimento. Evite os posts de carácter pessoal, a não ser que seja esse o seu objectivo para o blog. Se for esse, então estamos conversados. Se não o for, olhe, leia mais blogs, esteja atenta, vá modificando o layout até acertar, até encontrar uma identidade própria para o seu espaço.
Uma última opinião: O título do blog está muito bom. Agora… Luz Branca?
Abraços, Felicidades,
CT
Disparadamente Castro Alves é um de nossos mais importantes poetas. Que diga-se que Oswald de Andrade foi um grande escritor à frente de seu tempo, que Gonçalves Dias foi o nosso primeiro grande poeta (aliás, acho uma tristeza que Torres Homem, Pereira da Silva, Gonçalves de Magalhães e Araújo Porto Alegre não estejam com um capitulo à eles dedicado em nossa literatura - mesmo que eles estivessem presos em alguns pontos da antiga escola merecem nosso respeito e admiração), que Mário de Andrade seja um poeta avant la lettre, como fica claro em sua “Paulicéia Desvairada” (mesmo que na verdade eu ainda prefira o Mário prosador de “Macunaíma“), a meu ver o poeta baiano supera-os todos. Supera-os na medida em que nega o passar do tempo, que ultrapassa a medida dos séculos e que seja sempre atual, sempre fresco, como se fosse uma eterna espuma que flutuasse no parnaso da literatura, cujo tempo nunca passasse. Que Castro Alves seja eterno, é redundância, mas que seja sempre senhor do tempo, atual e futuro, aí já é maestria da pena. A grande maioria de nossos poetas veio a conquistar as suas glórias já velhos. Não me refiro ao museu da Academia Brasileira de Letras (alias, quem, daqui cem anos, ira se lembrar das grandes obras de nossa literatura atual?), que o de menos acontece ali é literatura. Refiro-me a um Drummond, a um Bandeira ou mesmo um Vinicius de Moraes. Em sua mocidade não foram na sua maioria conhecidos. Mas a geração de 1850-1880, toda ela, foi reconhecida pela sua genialidade e sua extrema precocidade. Álvares de Azevedo, Fagundes Varela, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire são bons exemplos do que estou dizendo. Ao meu ver isso se deve ao seu total devotamento espiritual à literatura. Vivia-se a literatura. Esta não era um estilo de vida - era a própria vida. Hoje, quando leio poeta baiano, ao lado de Byron, Shelley e Wordsworth, saio espantado ao ver que em alguns momentos o vate baiano supera estes senhores ingleses em alguns aspectos. Se em Byron, com seu genialíssimo “Don Juan” às vezes parece cair em uma exagerada melancolia, muitas vez um tanto quanto forçada, Castro Alves salta sempre com uma vivacidade ímpar, coisa de espíritos altivos, vivos e alegres. Mesmo sua melancolia nos parece mais serena e verdadeira. Quando lemos seu poema “Mocidade e Morte“, notamos estes traços de sua personalidade. Alias, foi escrito com dezesseis anos apenas.
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
-Árabe errante, vou dormir à tarde
A sombra fresca da palmeira erguida.
Quando lemos as linhas impecáveis de Wordsworth relativas ao campo e a vida bucólica e depois lemos a “Cachoeira de Paulo Afonso” ficamos contentes em ver que Castro Alves se sai bem deste confronto. Bruno Tolentino, em ensaio sobre Castro Alves diz: “Dito isto, noto que, como em Wordsworth, o que apaixona em Castro Alves não é sua paixão pelas idéias, ou mesmo pela vida ou pelo mundo que a continha em suas contingências; é a radical “tradução” que ele faz destas minúcias nos termos de uma linguagem exaltada, mas paralela ao coloquial e limpa de maneirismos, e que por isso mesmo nos chega trazendo tudo aquilo intacto mais de cem anos depois. Arrisco portanto deduzir que a sua, como a do vate inglês da natureza, foi uma arte do aqui-e-agora, a visão do fotógrafo ancorado no imediato; mas, transfigurados no poema pela linguagem nobre a que ambos souberam transpor os ângulos do cotidiano, esses “instantâneos” no contingente deixam ipso facto de pertencer apenas a uma época, a um específico “lugar no tempo”. E concluo que esse roedor, o tempo que data e destrói, concede direitos de soberania a todo triunfo do espírito fundado no particular. Triunfo esse dependente, por sua parte, da renovação de um certo imprescindível fio transmissor a que chamarei agora (por empréstimo a Antônio Paulo Graça) de sensibilidade. É um conceito que venho testando contra as instâncias da melhor arte do passado, e com Castro Alves obtive um dos melhores resultados”. O tempo, antes de soterrá-lo, como faz com dezenas de outros poetas menores, apenas mostrou que sua poética ainda merece continuar viva.
Como diz Bruno Tolentino, “Castro Alves não envelheceu, antes redimiu o tempo“.
E AQUELES BLOGS DOS QUAIS QUASE NINGUÉM FALA, DE QUEM NINGUÉM SE LEMBRA, A NÃO SER OS “FIÉIS” QUE POR LÁ PASSAM?
E AQUELES BLOGS QUE, POR FALTA DE MOTIVAÇÃO DO CONTADOR, CESSAM A SUA EXISTÊNCIA FAZENDO, MUITAS VEZES, A BLOGOSFERA MAIS POBRE EM QUALIDADE?
O [ weBloggers.com ], a par da salvação das baleias, dos lobos e do pintarroxo asiático - que se não existe é porque foi extinto - deixa aqui o mote:
HÁ POR AÍ ALGUM BLOG QUE PARECE QUE SÓ VOCÊ CONHECE? ACHA QUE MERECIA UMA CRÍTICA DE DIVULGAÇÃO? NADA MAIS SIMPLES:
Envie e-mail a cjt.weblog@gmail.com com o assunto : UM LUGAR AO SOL que nós enviaremos o nosso reputado crítico da blogosfera dar lá um salto.
PARTICIPE, GANHE FABULOSOS… [não? não há prémios?... ok...] BOM… PARTICIPE!
[foto em Chromogenic]
A chegar de Sintra, terra de recente inauguração de mais uma faixa na IC19 que, por alguns metros, deixa antever que não há mal que não tenha remédio, especialmente se este um dia passar pelo escoamento ali em Ranholas.
No Porto, como costume, está firo, chuva, nevoeiro, tempo próprio do Norte. Ler e-mails do trabalho e ir depressinha para casa tentar fazer uns trabalhos para apresentar amanhã na escola.
Mas, sobretudo dar as BOAS VINDAS ao NUNO BARROS, hiper-realista cá do burgo, Monstro Sagrado de outras bandas [sim, sim... é ele! Mia... ele vive!] e que andará por aqui até que a voz lhe doa ou o cansaço o faça ir para outras paragens. Mais um a abrilhantar o espectáculo e a dar novo ar a este espaço. Postará na tag *N. Barros.
Mais dois ou três e teremos por cá o “Hard-Core” de outras épocas à mistura com as novas brisas que se vão arranjando.
“And Then We Were Three”, apetece dizer. E “For now”, logo a seguir.
Amanhã, respostas a e-mails, reconstrução da barra lateral e, haja tempo, do blog.
Até lá, um abraço a todos.
CT
Os tempos correm depressa demais e não deixam espaço a considerações que todos chamam de inúteis (a curiosa etimologia: in + úteis). Um discernimento de quem não sabe discernir. São cada vez mais as patologias. De tenra idade se começam a sentir os apertos no coração, a dormência do braço esquerdo, uma falta de conseguir respirar. Hipertensão.
Esta noite acordei sem ar. E fui ao hospital. Ao meu lado estavam os velhos, os bêbados e uma prostituta. Era já madrugada e o hospital funcionava a meia-luz, a recordar os tempos de aperto-de-cinto em que vivemos, mas que permitem isenção fiscal aos patrões do lucro que fazem mais dinheiro que todos nós juntos. Curiosidade de um país sem rumo e sem dinheiro: a Banca é a mais evoluída e que maiores índices de crescimento apresenta de entre os parceiros europeus. A Saúde é que anda a meio gás. E o cidadão com o crédito mal-parado.
Greve atrás de greve.
Quem liga afinal ao Homem, simples homem que trabalha e só sobrevive, sendo escassa a margem dos que se podem gabar de realmente viver?
Quem dá crédito aos professores, militares, médicos, polícias, entre outros funcionários públicos que se queixam, mas que afinal de contas parecem ser os culpados do despesismo e por isso deve ser a factura da sua responsabilidade?
Tudo a bem da Economia. Da Retoma.
Todos prometem, nenhum cumpre. E a passividade dá o tom. Vamos andando e deixando, sempre cabisbaixos e de língua afiada quando é para maldizer.
Ordenados? Estão bem como estão, porque o que conta é a produtividade. Mas não conta o que se gasta para se poder viver sem afogo. Toma lá o aumento de não sei quantos porcento na energia e é se queres ver o Dança Comigo, a Floribella, ou a Morangada com Açucar. Até no Ópio do Povo, dantes livre para poder servir de conversa de café agora se aplica a regra do pay-per-view. E se não pay, não há glória para ninguém, a menos que no café da esquina o outro se lembre de utilizar isso também ele para fazer tostões… e afinal a culpa é nossa, que continuamos a engolir.
A vida é um negócio, e nada há que o contrarie. A depressão é apenas uma consequência natural destinada a gerar mais e maior lucro. A depressão das nossas vidas e a depressão em que segue o mundo.
Acordo e ainda estou no hospital. Um Valium e vapores, para poder respirar. Agora sai daqui e paga, se é que queres voltar a cá pôr os pés (nada de “as melhoras”, desta vez). E vai mas é ao psiquiatra que isso é maleita da tua psique (diz-se SNC, ou Sistema Nervoso Central) que acumulou sabe-se lá que paranóias e psicoses, culpa de não saberes estar no mundo. E não te esqueças de tomar a medicação, pois sem ela já não és nada (tens sorte que essa ainda é comparticipada, pelo menos por enquanto).
@ APDEITES
O Público dos Blogues em Portugal (”Conclusões”), um estudo de Dinis Correia, Filipe Manha e Gonçalo Caldas.
Realizado por estudantes da Universidade Católica, com dados recolhidos a partir de um inquérito com 18 perguntas e 834 respondentes, este estudo apresenta alguns dados interessantes sobre o fenómeno dos blogs em Portugal.
O serviço Snap Preview Anywhere™ permite, basicamente, ver uma fotografia da página web que corresponde a um link, antes de o abrir.
Desde ontem, o Apdeites conta com mais esta ferramenta de navegação, que possui outras potencialidades, além da pré-visualização de páginas.
Costuma escrever artigos sobre produtos, serviços ou sites? E alguém lhe paga por isso? Bem, agora (pode ser que) sim: com o sistema ReviewMe, pode receber entre 20 e 200 USD por cada post em que faça uma apreciação crítica (positiva ou negativa, fica ao seu critério) de qualquer dos anunciantes inscritos naquele serviço. Mesmo que não costume dedicar-se sistematicamente a este tipo de “revisão temática”, ou ainda que nunca o tenha feito, pode ser esta a oportunidade.
@ ARMADILHA PARA URSOS CONFORMISTAS
Há quem deposite muitas esperanças na blogosfera como espaço de debate, como espaço publico, que permitirão aos cidadãos uma nova forma de participação democrática.
Eu também já acreditei nisso, mas, mais uma vez, os factos desmentem essa minha vontade de acreditar.[...]Com que espectáculo nos deparamos?
Com um desfile de banalidades, com uma despudorada exibição de estupidez em 99% dos blogs que encontramos. Também é assim nos outros meios de comunicação, na televisão, nos jornais, nos livros que são editados.[...]Na blogosfera, a estupidez é exposta pelos próprios estúpidos com um despudor que eu desconhecia. E isso é bom, porque desmonta o mito de que se as pessoas tiverem a possibilidade de discutir livremente, a democracia será reforçada. A estupidez não reforça a democracia. Apenas reforça o poder de quem consegue controlar os estúpidos. E É BOM QUE AS PESSOAS QUE NAO SÃO ESTÚPIDAS TENHAM A POSSIBILDADE DE PERCEBER ISSO DE FORMA TÃO CLARA.

Pois, mas parece que a Dell ouviu este pedido tão simples (acho que é mesmo a primeira a fazê-lo) e está a devolver o preço do Windows caso não se pretenda instalar. Boa!
O Der Spiegel lançou um artigo interessante sobre o fim dos sinais de trânsito nas cidades europeias, que relata a experiência de sete cidades europeias. O slogan “o inseguro é seguro” é a justificação desta mudança radical, que justifica que estejam a ser retirados sinais de trânsito, semáforos e marcações na estrada. E ideia é que quando confrontado com uma situação menos segura a reacção natural do condutor é de ser mais cuidadoso e mesmo mais simpático e compreensivo. Não sei se isso ia resultar aqui por terras lusas…
Os analistas e os comentadores, por vezes, tendem a ver ordem onde apenas existe caos. Encontram racionalidade onde ela não existe. É o que acontece quando se tem de ler sinais de fumo e folhas de chá.
O livro de Pedro Santana Lopes já vai na terceira edição. É um sucesso editorial. Qual é a explicação para o êxito?Julgo que em parte o bom acolhimento por parte do público se deve ao cuidado que foi colocado na elaboração do livro.
Por exemplo, como poderá confirmar ao consultar a ficha técnica, para a elaboração da capa foi contratado um dos maiores especialistas mundiais nessa especialidade: Gonçalo Santana Lopes…
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, assinou na passada terça-feira, em Paris, o contrato para a construção do reactor de fusão nuclear ITER, destinado a desenvolver uma fonte de energia abundante, limpa e barata e acabar com a era dos combustíveis fósseis.Entretanto, a partir de Bruxelas, informam-me que está a ser preparada uma biografia não autorizada de José Manuel Durão Barroso cujo título será «De Mao a pior»…
@ CANHOTO
Mas quando aparecem nos media uns senhores encapuçados que se afirmam dirigentes sindicais da polícia a dar conferências de imprensa, e quando, alguns dias depois, os jornais descrevem como uma manifestação declarada ilegal é transformada num “passeio” onde participam generais na reforma e na reserva, eu não faço como um general com justificada má fama, a quem se atribui o dito “quando ouço falar de cultura, puxo da pistola”. Eu, não: ligo a Internet para obter dados e faço contas. No caso, contas feitas, começam as perguntas. Portugal precisa de investir mais na defesa do que a Espanha e a Irlanda? Portugal satisfaz melhor as necessidades dos cidadãos do que a Irlanda, a Espanha, a Finlândia e a Dinamarca? E tem menos prestígio internacional do que aqueles países? Seríamos um país pior se reduzíssemos a despesa com a defesa para obter folgas orçamentais para a protecção social, a educação, ou a investigação científica?
Quando olho para a lista de chegadas no Sitemeter fico na dúvida se este blogue é mais lido ou mais vigiado.
Tendo em conta as previsões meteorológicas, incluindo o alerta amarelo (já nem os alertas são laranja, meu Deus…), são desaconselhados, nos próximos dias, cordões humanos, vigílias, esperas a ministros, passeatas militares com a família, e outras manifestações de júbilo.
Algumas pessoas questionam a oportunidade da entrevista de Cavaco. Outras preferem notar que até Santana o bateu nas audiências. Mas, ao fim de uma semana, de qual das entrevistas se fala ainda, todos os dias, nos media?
aliás, como toda a gente sabe, quando se obriga uma grávida a levar a gravidez a termo e a ter a criança ela fica muito agradecida e arrependida e cheia de remorsos por algum dia ter querido abortar. chora muito e pede muito perdão e há até casos em que se lança aos pés de quem não a deixou abortar, nomeadamente os professores doutores e lhes diz, com a voz a tremer, ‘ainda bem que a lei e os senhores doutores não me deixaram decidir’, e depois vai-se embora muito contente na sua humildade de pessoa que reconhece não ter qualquer tino, para criar a criança que não queria, num momento de loucura — só podia ser loucura — ter. isto é tudo tão evidente, cristalino e bom que não se percebe como há quem discorde.
Com R., falava imenso de sexo. Nunca fomos para a cama. Com C., raramente falava de sexo. Nunca fomos para a cama. Que se foda o silogismo (ao menos o silogismo).
Pedro Mexia, in Estado Civil
@ JORNADA
Um jornalista da televisão TeleSul foi detido no domingo ao chegar à Colômbia, onde é correspondente da cadeia que pretende ser a CNN da América Latina. Link
Há três anos, a Guerra do Iraque estava “ganha” e até o Presidente Bush tinha ido festejar o dia de Acção de Graças com as tropas ao aeroporto de Bagdad.
O Thanksgiving fez-se de pirú falso, numa cómica conexão com a realidade trágica das falsidades que motivaram a guerra - e que foram sendo desmascaradas entretanto.
Em 2006, o 27 de Novembro, que é dentro de três dias, será para lembrar os mortos, especialmente os que ficam ausentes das mesas de família lá nos States, os soldados. As dezenas de milhar de mortos iraquianos, civis, serão lembradas noutra altura, que ainda é tempo de cuidar dos vivos.
Dito isto, esperava-se que defendesse a retirada das tropas da Coalition of the willing. Mas não o farei. Terei tempo para me explicar, mas agora só o tenho para linkar estas imagens.
Começam hoje os trabalhos da terceira edição do Congresso online promovido pelo Observatório da Cibersociedade: encontram-se inscritas mais de 4.000 pessoas, estando agendadas mais de 500 comunicações. A iniciativa, que se auto-intitula como “o maior forum de debate mundial sobre a sociedade do conhecimento”, tem por tema “Conhecimento aberto, sociedade livre” e prolonga-se até 3 de Dezembro.
Encontra-se estruturado em cinco grandes eixos, que agrupam várias dezenas de grupos de trabalho e de foruns de discussão. Para participar nos debates é necessário proceder a uma inscrição (gratuita), cujo prazo termina precisamente hoje. As línguas oficiais são o castelhano, português, inglês, catalão e galego.
… A FICAR POR AQUI, LETRA “J”, SEM TEMPO PARA MAIS. POR FAVOR, NÃO ACUSEM O ESCRIBA DE PARCIALIDADE OU FAVORITISMO. ELE É AMADOR…