a portagem não chega
6 Fevereiro , 2007 — Carlos José Teixeira[A.0018]
A mobilidade sustentável não é um slogan. É, antes, uma doutrina que abrange muitas áreas da nossa vida. A sua acção extravasa em muito a questão dos transportes, tendo efeitos visíveis em sectores tão diversos como o planeamento urbano e a economia, o ambiente e a saúde, a educação e os hábitos sociais. A necessidade de consolidar formas de gestão inovadoras para estes problemas vem há muito sendo dramatizada no contexto político europeu. São essas preocupações que estiveram na origem do Livro Branco para os Transportes (A Política Europeia de Transportes no Horizonte 2010), adoptado pela Comissão Europeia em 2001. Devemos assim olhar para a experiência dos países com melhores práticas e aprender com as estratégias que aplicaram na sua procura pela melhoria da vivência urbana e de um uso mais eficaz dos recursos energéticos.
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Esta tarefa, aparentemente gigantesca, é possível com a consciência de que estamos perante uma nova abordagem ao transporte urbano. Uma abordagem que exigirá, ao nível da acção local, um esforço para a modernização dos serviços públicos ou colectivos. E para isso é essencial satisfazer as necessidades dos utilizadores que têm o direito a esperar serviços de boa qualidade e o respeito pelos seus direitos: colocando o utilizador no centro da organização dos transportes.
Alcançada a consciencialização dos cidadãos, encorajando alterações aos seus hábitos e aumentando o uso de formas alternativas de transporte, estarão lançadas as bases para a redução da exigência por mobilidade automóvel, com todos os efeitos negativos que daí decorrem. É esse o bom exemplo de Londres a seguir, não parcialmente, mas no seu todo.
A ler com atenção todo o artigo publicado. Este tema não é um tema solto, existem ligações à vida urbana que ultrapassam o simples pagamento de portagem à entrada de uma cidade.
E torna-se necessário começar a pensar seriamente no assunto.